Conheça nossas atividades científicas

Nosso grupo de geomagnetismo do Observatório Nacional (MOSAIC- Magnetic Observatories, Stations And Integrated researCh) trabalha com os seguintes projetos:

Cooperação:
*GFZ-Potsdam: https://www.gfz-potsdam.de/en/home/
*Universidade Federal do Pará (Instituto de Geociências): http://www.ig.ufpa.br
*Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá: https://www.mamiraua.org.br/
*SESC-Pantanal: https://sescpantanal.com.br

O monitoramento do campo geomagnético no Brasil é uma das missões do Observatório Nacional (ON). As observações realizadas pelo ON, assim como as pesquisas científicas desenvolvidas, colocam a instituição em patamar de destaque na comunidade científica mundial. Há dois observatórios magnéticos existentes no Brasil sob responsabilidade do ON: Vassouras (VSS- Rio de Janeiro) que foi fundado em 1915 e Tatuoca (TTB- Pará) fundado em 1957. Tanto VSS quanto TTB fazem parte da rede internacional de observatórios magnéticos- INTERMAGNET. Há um terceiro observatório no Pantanal, em Mato Grosso, que foi instalado em outubro de 2012 em convênio com SESC-Pantanal, mas atualmente está com sua aquisição de dados interrompida em virtude de problemas técnicos. Há um planejamento para instalação de um novo observatório na cidade de Tefé (Amazonas), em colaboração com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Além disso, o ON reocupa todos os anos as estações de repetição, como uma complementação dos dados dos observatórios para estudo da variação secular. A instalação de estações magnéticas também faz parte do escopo deste projeto, para estudo tanto de variações do campo externo quanto interno.

Foi firmada uma sólida colaboração com o GFZ- Potsdam (Alemanha) e Universidade Federal do Pará nos trabalhos dos observatórios de VSS e TTB. Um dos maiores desafios deste projeto é a instalação de novos observatórios e estações magnéticas no Brasil, contribuindo para uma melhor distribuição global de dados, assim como para pesquisas científicas realizadas em todo o mundo.

Cooperação:
*LPG-Nantes: https://lpg-umr6112.fr/
*Universidade de São Paulo (IAG-USP): https://www.iag.usp.br

Fontes de Financiamento:
*Produtividade Pesquisa- CNPq (processo: 309884/2016-0)
*Jovem Pesquisador do Estado – FAPERJ (processo: E-26/202.748/2019)

A condutividade elétrica do manto reflete propriedades física e químicas do interior da Terra, impõe limitações no acoplamento manto-núcleo e controla a transmissão de sinais geomagnéticos do núcleo para a superfície. Apesar de muitos estudos de física mineral, estudos de indução e considerações sobre a transmissão do campo magnético do núcleo para a superfície, a condutividade elétrica do manto inferior é ainda desconhecida e permanece como uma questão em aberto na comunidade científica.

A existência dos impulsos geomagnéticos assim como a sua distribuição espaço-temporal pode originar ou de um sinal uniforme e simultâneo gerado no limite manto-núcleo que é distorcido por um manto eletricamente condutivo, ou de um sinal não-uniforme e não-simultâneo gerado por processos dinâmicos no núcleo que não são distorcidos por um manto isolante, ou uma combinação destes dois efeitos. Este projeto aborda estes dois efeitos, com foco no efeito da condutividade elétrica do manto nos impulsos geomagnéticos.

Eu utilizarei a variação secular calculada no limite manto-núcleo para avaliar o efeito dos modelos de filtragem do manto. A detecção e caracterização dos impulsos será calculada na superfície da Terra e comparada com os resultados de um manto isolante (em Pinheiro et al., 2019). Todo este processo será repetido para os dez modelos sintéticos do fluxo no núcleo já calculados e para diferentes modelos de condutividade elétrica do manto.

A pesquisa proposta neste projeto pretende elucidar sobre o efeito de diferentes modelos de condutividade elétrica do manto nos impulsos geomagnéticos gerados no núcleo. Tal abordagem multidisciplinar combina vários aspectos de pesquisa como dinâmica do núcleo, observações geomagnéticas e propriedades físicas do manto que proverão novas ideias em termos da dinâmica e estrutura do interior profundo da Terra.

Resultado da modelagem

A ocorrência dos impulsos da variação secular geomagnética (ou jerks) são mostradas pelas cores e as amplitudes dos jerks pelo tamanho dos círculos. Este modelo é o toroidal de grau 3 e ordem zero com variação temporal.

Fonte: Pinheiro et al. (2019)

Cooperação:
*GFZ-Potsdam: https://www.gfz-potsdam.de/en/home/

Fontes de Financiamento:
*Bolsa de doutorado CAPES do aluno Gabriel Soares (processo: 1799579)

O eletrojato equatorial é uma corrente elétrica que flui na ionosfera terrestre em uma altitude de cerca de 110 km. O fluxo dessa corrente na direção zonal (leste-oeste) ao longo do equador magnético induz um campo magnético associado na direção norte-sul na superfície terrestre ou em satélites orbitando acima da corrente. Atualmente, com o emprego complementar de dados terrestres e de satélites, a maioria das propriedades espaciais e temporais do eletrojato equatorial já são bem conhecidas e podem ser reproduzidas por modelos empíricos e físicos. Entretanto, as fontes que causam variações de curto período (de um a cinco dias) do eletrojato equatorial não são bem conhecidas e ainda não podem ser representadas ou simuladas por modelos. A impossibilidade de reproduzir essa característica do campo geomagnético é um problema para o processamento de dados magnéticos (remoção da variação diurna) tanto em pesquisas acadêmicas quanto para a correção temporal em dados de levantamentos geofísicos das indústrias de mineração e petróleo.

Diante desse contexto, este projeto de doutorado visa a identificação dos agentes causadores das variações de curto período do eletrojato equatorial e de seu campo magnético. Espera-se, por meio de dados magnéticos e técnicas de inversão geofísica, determinar quais são as principais oscilações atmosféricas (conhecidas por “marés atmosféricas”) responsáveis por essas variações de curto período. Por fim, pretende-se contribuir para o desenvolvimento de modelos mais completos do campo geomagnético, os quais são úteis para diversas pesquisas e aplicações. 

Este é um projeto de doutorado desenvolvido pelo pesquisador Gabriel Brando Soares no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Geofísica do Observatório Nacional (ON) e com a cooperação do GFZ German Research Centre for Geosciences (GFZ, Alemanha). O projeto é supervisionado pelos pesquisadores Dra. Katia Pinheiro (ON), Dr. Yosuke Yamazaki (GFZ) e Dr. Jürgen Matzka (GFZ).

Além de variar temporalmente, a variação diurna do campo geomagnético também varia espacialmente. A figura mostra a variação diurna da componente F do campo geomagnético para diferentes observatórios magnéticos (FRD, THL, NGK, SJG, TTB, ABG, VSS, VNA e AMS) em um mesmo dia (06 de novembro de 2017). A localização de cada observatório é indicada no mapa por meio de círculos de cores correspondentes. Uma melhor compreensão dos mecanismos causadores das variações temporais e espaciais da variação diurna geomagnética é um dos temas de pesquisa desenvolvidos no grupo de geomagnetismo do Observatório Nacional.

Fonte: Figura elaborada por Gabriel Brando Soares (soaresbrando@gmail.com).

Cooperação:
*ETH-Zurich: https://ethz.ch/en.html

Fontes de Financiamento:
*Bolsa de mestrado CNPq do aluno Rafael do Amaral (processo: 133345/2018-1)

O objetivo deste projeto é investigar a possível influência de variações de condutividade elétrica dos oceanos medidas em funções de transferência magnéticas verticais, também conhecidas como tippers. Estas funções são calculadas usando medidas de campos magnéticos induzidos que se propagam no interior da Terra, sendo amplamente utilizadas em pesquisas acadêmicas e pela indústria para investigar propriedades elétricas da crosta e do manto. Em observatórios magnéticos localizados próximos a oceanos, pode-se medir tippers significaticos, associados a contrastes laterais de condutividade entre as rochas continentais resistivas e a água do mar condutiva. Acredita-se que suas variações temporais estão associadas a variações do campo geomagnético externo, entretanto, elas ainda não são totalmente compreendidas. Assim, possíveis efeitos de campos eletromagnéticos induzidos gerados por partículas elétricas de oceanos em observatórios magnéticos localizados em ilhas são analisados usando modelagem numérica eletromagnética 3D. Além disso, as variabilidades temporais dos tippers também são estudadas em uma rede global de observatórios pertencentes ao INTERMAGNET. Este projeto é desenvolvido pelo aluno de mestrado Rafael Rigaud do Amaral, com supervisão da professora Katia Pinheiro e do professor Alexey Kuvshinov, do ETH-Zürich.

Topo-esquerda: Vista superior dos dados de batimetria na região ao redor do observatório de Honolulu. Estes dados são utilizados para construir os modelos de condutividade que serão utilizados no código de modelagem eletromagnética. Topo-centro: Perfil de batimetria com orientação oeste-leste, extraído do mapa anterior. Topo-direita: Perfil de condutividade elétrica do oceano calculado nesta região. Abaixo de 2 km, a condutividade é fixada no valor de 3.2 S/m. Centro e Inferior: Componentes reais e imaginárias dos tippers (Tx e Ty) calculados utilizando os dados geomagnéticos deste observatório, no intervalo de períodos entre 0.1 e 10000 segundos. O efeito oceânico é definido pela diferença entre os tippers calculados utilizando os valores de condutividade oceânica calculados para este observatório e os tippers calculados utilizando um modelo de condutividade oceânica constante e igual a 3.2 S/m. Assim, nota-se que há uma parcela dos tippers que se devem exclusivamente a variações de condutividade dos oceanos. Estes efeitos devem ser levados em consideração na modelagem e interpretação de sondagens eletromagnéticas feitas em regiões oceânicas, caso contrário, contribuições oceânicas serão erroneamente incorporadas como oriundas da litosfera.

Fonte: Figura elaborada por Rafael Rigaud (rafael.rigaud@hotmail.com)

Fontes de Financiamento:
*Bolsa PCI do Observatório Nacional de pós-doutorado do pesquisador Marcel de Oliveira (processo: 301368/2019-8)

O objetivo deste projeto é a realização de estudos relacionados à Física Solar e clima espacial utilizando dados dos magnetômetros do Observatório Nacional. O Observatório Magnético de Vassouras (VSS) está situado no sudeste brasileiro, próximo a região central da Anomalia Magnética do Atlântico Sul, sendo uma região favorável à observação de eventos solares transientes, inclusive os de pequena escala. Este fato faz com que os dados de VSS sejam de grande importância para os estudos de tempestades geomagnéticas provocadas por fluxos de alta velocidade do vento solar. Para a realização deste projeto também é planejado a reinstalação do Observatório Magnético do Pantanal e a posterior candidatura para o INTERMAGNET. Atualmente este projeto é liderado pelo pesquisador Marcel Nogueira de Oliveira, bolsista do Programa de Capacitação Institucional (PCI).

Perfil temporal da tempestade geomagnética ocorrida em 10 de julho de 2013 causada por uma ejeção de massa coronal. Primeiro painel: medidas do campo magnético interplanetário. Em azul o valor total (Bt) e em vermelho a componente vertical (Bz) medidos pela espaçonave Advanced Composition Explorer (ACE). Segundo painel: velocidade do vento solar (laranja) medidos pela espaçonave ACE. Terceiro painel: índices geomagnéticos Disturbance Storm Time (Dst) (curva azul) e o índice planetário Kp (barras verticais).  Quarto painel: dados dos observatórios magnéticos do Pantanal (PNL; em verde), Vassouras (VSS; em azul), Kouru, na Guiana Francesa (KOU; em roxo), e em São Martinho da Serra (SMS; em vermelho). A linha pontilhada vermelha na vertical indica o sinal da passagem da ejeção de massa coronal nos diferentes detectores.  No espaço, a passagem da ejeção de massa coronal faz com que a componente Bz do campo magnético interplanetário assuma um valor negativo e provoca um aumento na velocidade do vento solar. Na Terra, as consequências são observadas através da depressão no índice Dst (mínimo = -56 nT), um aumento no Kp (valor máximo Kp = 5). Os dados dos observatórios magnéticos em solo seguem a mesma tendência do índice Dst e registram uma depressão devido ao distúrbio magnético, registrando um valor próximo a -60 nT. A seta vertical no topo do gráfico indica o instante em que o distúrbio se inicia provocando um aumento súbito (sudden impulse – SI) na componente horizontal dos Observatórios, às 20:52 (UT).

Fonte: Figura elaborada por Marcel Nogueira de Oliveira (marceloliveira@on.br)

O Observatório Magnético de Tatuoca (TTB) foi instalado pelo Observatório Nacional do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações na ilha de Tatuoca, baía do Guajará, Belém, em 1957. Este projeto visa celebrar os 65 anos de TTB em 2022 quando o Brasil vai sediar o “XXth IAGA Workshop on Geomagnetic Observatory Instruments, Data Acquisition and Processing”. O objetivo é produzir um livro, um documentário e uma exposição em 2022 incluindo vários aspectos da ilha de Tatuoca: preservação dos registros físicos (tabelas e magnetogramas) de TTB, catálogo e recuperação de instrumentos clássicos, história da ilha de TTB e observações do campo geomagnético desde 1957.

Cooperação:
* UFPA (Departamento de Arquivologia e Instituto de Geociências)

O Observatório Magnético de Tatuoca (TTB) atualmente disponibiliza dados à comunidade científica nacional e internacional, mas, a porção mais antiga deles (de 1957 a 2007) ainda não está em formato digital; portanto não podem ser aproveitados integralmente por esta comunidade. Este projeto busca organizar e preservar sob técnicas arquivísticas, o registro físico do Arquivo do Observatório do período entre 1957 a 2007, para sua posterior digitalização, sob os requerimentos técnicos indicados pela Faculdade de Geofísica, o Observatório Nacional, e a IAGA (International Association of Geomagnetism and Aeronomy).

Cooperação:

* Museu de Astronomia e Ciências Afins- MAST: Tania Pereira Dominici e Claudia Penha

Nosso conhecimento atual sobre o campo magnético terrestre foi alcançado devido a muitas décadas de observações da natureza e de medidas realizadas com instrumentos especialmente desenvolvidos, instalados inclusive em infraestruturas de pesquisa construídas em locais protegidos da interferência magnética proveniente da atividade humana e de peculiaridades geológicas – os Observatórios Magnéticos.

Os investimentos nestes observatórios e seus equipamentos precisam ser constantes visando assegurar a investigação das questões científicas em aberto, além de incorporar e colaborar com o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas que nos ajudem a compreender fenômenos físicos naturais, ampliando nosso conhecimento sobre o Planeta e ajudando a evitar prejuízos e descontinuidades em serviços vitais devido a comportamentos transitórios do campo magnético terrestre.

Uma maneira de valorizar este trabalho é a partir da identificação e divulgação do patrimônio material por ele gerado. Neste sentido, tem sido feito o levantamento de objetos de C&T de valor histórico no Observatório Magnético de Vassouras, cujas operações tiveram início em 1915, e no Observatório Magnético de Tatuoca, oficialmente em operação através do ON desde 1967 mas com resquícios de atividades de pesquisa sendo realizadas no local desde a década de 1940.

O trabalho conta com o suporte de profissionais do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST/MCTIC). Até este momento, foram registrados 57 objetos de valor histórico no OMV e 74 objetos em Tatuoca. Eles têm sido higienizados mecanicamente e acondicionados da melhor maneira possível. Casos mais crônicos, de caixas de instrumentos com infestação ativa de cupins, serão tratados por anóxia – a retirada do oxigênio de um espaço fechado onde objeto é isolado.

Está prevista para os próximos meses a publicação da primeira edição de um inventário do acervo de objetos de C&T dos Observatórios Magnéticos do ON. Os registros têm sido organizados com o uso da plataforma Tainacan (https://tainacan.org/), de modo que em um futuro próximo as coleções estarão disponíveis para consulta online.

Com o acervo identificado, salvaguardado e sendo estudado em todos os seus aspectos, será possível renovar a exposição no Centro de Visitantes do Observatório Magnético de Vassouras e elaborar outras estratégias para apresentar ao público em geral o patrimônio material que testemunha o estratégico trabalho em geomagnetismo que vem sendo realizado pelo ON.


Cooperação:
*Papa Vento- teatro de bonecos: https://www.papavento.com/

O projeto é um convite para uma viagem científica às profundezas da Terra, inspirado no livro de Júlio Verne “Viagem ao centro da Terra”. Para fazer uma viagem pelo interior profundo da Terra é preciso construir um instigante quebra-cabeças com peças de diferentes áreas das geociências, como geologia, física mineral, geotermia, geomagnetismo e sismologia. A inter-relação entre diversas áreas da ciência demonstra uma tentativa de interpretação mais completa da natureza que estimula o pensamento científico.

Fenômenos que observamos na superfície, como vulcões e terremotos, são originados em camadas profundas da Terra. A geofísica, uma das ciências importantes para estudar o interior da Terra, faz um “raio-x” do que existe no interior de forma similar a um médico quando quer investigar o corpo humano. Para entender os processos que ocorrem no interior profundo da Terra é preciso viajar em áreas fascinantes da ciência. A ideia é que o projeto “uma viagem científica ao centro da Terra” seja altamente atrativa para jovens e professores principalmente para áreas carentes do Brasil e que abra novos horizontes de questionamentos e buscas para estas pessoas.

Cooperações Nacionais

Universidade Federal do Pará- UFPA (Geociências)

O ON possui forte cooperação com a Universidade Federal do Pará (UFPA), principalmente com o Prof. Cristiano Mendel, que é atualmente vice-diretor do Instituto de Geociências da UFPA. A UFPA colabora constantemente com nossas atividades no observatório de Tatuoca, incluindo auxilio para realização das medições, recuperação do acervo dos dados antigos de TTB e processamento de dados. Além disso desenvolvemos pesquisa em geomagnetismo, com orientação conjunta de alunos.

SESC-Pantanal

O ON coopera com o SESC-Pantanal diretamente com a responsável Cristina Cuiabália. A cooperação iniciou em 2012 quando instalamos o novo Observatório Magnético no Pantanal, na região do posto São Luiz do SESC. Atualmente este observatório está em processo de reinstalação devido à problemas de umidade.

Instituto Mamirauá

Atualmente há um novo observatório magnético, ainda em estágios preliminares, no campus do Instituto Mamirauá, na cidade de Tefé. Nossos colaboradores auxiliam no planejamento e atividades iniciais realizadas no futuro Observatório de Tefé.

Cooperações Internacionais

GFZ-Potsdam

O GFZ em Potsdam é um Instituto de Pesquisa da Alemanha onde há pesquisadores com uma grande experiência na construção, modernização e manutenção de observatórios magnéticos. O aluno de doutorado Gabriel Soares do ON é orientado conjuntamente pela pesquisadora Katia Pinheiro e colaboradores Juergen Matzka e Yosuke Yamazaki. Gabriel desenvolve estudos sobre o eletrojato equatorial, usando dados de TTB e outros observatórios próximos ao equador magnético.

Laboratoire de Planetologie et Geodynamique de Nantes - LPGN

Laboratoire de Planetologie et Geodynamique de Nantes – LPGN A colaboração com o LPGN começou em 2013 com a realização de um pós-doutorado da pesquisadora Katia Pinheiro. Em seguida o pesquisador Hagay Amit foi também orientador do aluno de doutorado Diego Pena.

ETH- Zurique

A colaboração do ON com o ETH-Zurique começou em 2018 com a co-orientação do aluno de mestrado do Observatório Nacional, Rafael Rigaud. O pesquisador Alexey Kuvshinov é especialista em fenômenos de indução eletromagnética na Terra e espaço. O pesquisador trabalha com modelagem de variações temporais do campo geomagnético induzido para obter perfis de condutividade elétrica da crosta e manto.

Veja o vídeo do aluno Rafael Rigaud que realizou o seu mestrado no Observatório Nacional em colaboração com o ETH-Zurique e atualmente realiza o doutorado no ETH-Zurique com o pesquisador Prof. Alexey Kuvshinov

1. Pinheiro, K. J., Amit, H., Terra-Nova, F., 2019. Geomagnetic jerk features produced using synthetic core flow models. Physics of the Earth and Planetary Interiors. Vol. 291,  Pages 35-53.
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0031920118302681?via%3Dihub

2. Soares, G., Yamazaki, Y., Matzka, J., Pinheiro, K., Stolle, C., Alken, P., Yoshikawa, A., Uozumi, T., Fujimoto, A., Kulkarni, A., 2019. Longitudinal variability of the equatorial counter electrojet during the solar cycle 24. Studia Geophysica et Geodaetica, v. 63, p. 1-16.

3. Pinheiro, K. J. R. & Martins, C. M. Medindo o campo magnético da Terra. In: Cláudia Penha dos Santos, Tânia Pereira Dominici. (Org.). MAST COLLOQUIA VOL. 15. 1ed.Rio de Janeiro: Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), 2019, v. 15, p. 122-136.

4. Soares, G., Yamazaki, Y., Matzka, J., Pinheiro, K., Morschhauser, A., Stolle, C., & Alken, P., 2018. Equatorial counter electrojet longitudinal and seasonal variability in the American sector. Journal of Geophysical Research: Space Physics, 123, 9906–9920.
https://doi.org/10.1029/2018JA025968.

5. Morschhauser, A., Soares, G. B., Haseloff, J., Bronkalla, O., Protásio, P., Pinheiro, K. and Matzka, J. , 2017. The magnetic observatory on Tatuoca, Belém, Brazil: history and recent developments. Geosci. Instrum. Method. Data Syst., 6, 367–376, 2017.
https://doi.org/10.5194/gi-6-367-2017

6. Peña, D., Amit, H., Pinheiro, K. J., 2018. Deep magnetic field stretching in numerical dynamos. Progress in Earth and Planetary Science, 5:8.
https://progearthplanetsci.springeropen.com/articles/10.1186/s40645-017-0162-5

7. Terra-Nova, F., Amit, H., Hartmann, G. A., Trindade, R.I.F., Pinheiro, K. J., 2017. Relating the South Atlantic Anomaly and geomagnetic flux patches. Physics of the Earth and Planetary Interiors, v.266, p. 39-53.
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0031920116302205

8. Peña, D., Amit, H., Pinheiro, K. J., 2016. Magnetic field stretching at the top of the shell of numerical dynamos. Earth, Planets and Space, v. 68, p. 78. https://earth-planets-space.springeropen.com/articles/10.1186/s40623-016-0453-x

9. Pinheiro, K. J., Jackson, A., Amit, H., 2015. On the applicability of Backus’ mantle filter theory. Geophysical Journal International, v. 200, p. 1336-1346. https://academic.oup.com/gji/article/200/3/1336/629906

10. Barbosa, C. S., Hartmann, G. A., Pinheiro, K. J., 2015. Numerical modeling of geomagnetically induced currents in a Brazilian transmission line. Advances in Space Research, v. 55, p. 1168-1179.
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S027311771400711X

11. Siqueira, F. C. and Pinheiro, K. J., 2015. Implementation of Pantanal magnetic observatory in Brazil. Revista Brasileira de Geofísica (Impresso), v. 33, p. 127-140. https://sbgf.org.br/revista/index.php/rbgf/article/view/607

12. Pinheiro, K. J., 2015. Investigando o campo magnético da Terra. In: Bozi, A.L.T.; Vieira, C.L.; Kugler, H. Observatório Magnético de Vassouras: 100 anos de pesquisa e serviços prestados à Ciência. 1ed. Rio de Janeiro: Ampersand Comunicação Gráfica, v. 1, p. 49-60.
https://www.on.br/livro_web/files/basic-html/page3.html

13. Sanchez, S.; Fournier, A.; Pinheiro, K. J.; Aubert, J., 2014. A mean-field Babcock-Leighton solar dynamo model with long-term variability. Anais da Academia Brasileira de Ciências (Impresso), v. 86, p. 11-26.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0001-37652014000100011

14. Pinheiro, K. J., Jackson, A., Finlay, C. C., 2011. Measurements and uncertainties of the occurrence time of the 1969, 1978, 1991, and 1999 geomagnetic jerks. Geochemistry, Geophysics, Geosystems, v. 12, issue 10, 32 p.
https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1029/2011GC003706

15. Mandea, M., Holme, R., Pais, A., Pinheiro, K. J., Jackson, A., Verbanac, G., 2010. Geomagnetic Jerks: Rapid Core Field Variations and Core Dynamics. Space Science Reviews, p. 1-29. https://link.springer.com/article/10.1007/s11214-010-9663-x

16. Pinheiro, K. J. and Travassos, J. M., 2010. Impulses of the geomagnetic secular variation (jerks) at vassouras magnetic observatory detected by wavelet analysis. Revista Brasileira de Geofísica (Impresso), v. 28, p. 37-46.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-261X2010000100003